Introdução
Esse relato vai trazer um primeiro olhar sobre a situação das pastagens na Lano Alto, São José do Alto da Cruz, Boa Vista e Juçara. A área de pastagem não representa toda pastagem manejada na propriedade, e sim as que terão a implantação das árvores.
Ao todo foram 16 formulários, que buscam trazer informações sobre práticas e manejos associados à pastagem. A coleta dessas informações foram feitas pelas técnicas nas visitas de diagnóstico da pastagem na primeira fase do projeto, com formulário semi estruturado construído e atualizado com o processo pela equipe.
Resultados globais
Os resultados globais foram extraídos desse relatório e mostram os seguintes resultados:
Erosão
- 35% das áreas tem solo coberto e com plantas
- 27% das áreas tem erosão em corredores por passagem dos bovinos
- 20% das áreas tem solo descoberto e sem plantas
- 18% das áreas com erosão superficial aparente
Declividade
- Boa em 57% das áreas
- Ruim em 43% das áreas
Proximidade com a mata
- 56% das áreas não tem proximidade com a mata
- 46% das áreas tem proximidade com a mata
Alagamento
- 82% das áreas não alagam
- 18% das áreas alagam
Presença de formiga
- 87% das áreas tem presença de formiga
- 13% das áreas não tem presença de formiga
Presença de árvores na pastagem
- 69% sim
- 31% não
Análise química do solo
- 50% sim
- 50% não
Práticas de manejo
Considerando as praticas de manejo, os resultados apresentados em ordem crescente de citações são:
Três manejos da pastagem mais citados:
- Controle do pastoreio em manejo com piquetes
- Adubação e calagem com insumos externos
- Controle de ervas espontâneas
Três estratégias para conservação de solo das áreas de pastagem mais praticados:
- Piquetes
- Isolamento das áreas de restrição ambiental
- Colocação de bebedouros nas áreas de pastagem
Três espécies forrageiras mais citadas:
- Braquiárinha
- Braquiarão
- Rabo de Burro
Três práticas para melhoria do ecossistema pastoril:
- Plantio na bosta e nas falhas da pastagem de espécies de verão
- Manejo para formação da pastagem polifítica com as forrageiras espontâneas
- Manejo com formação de pasto convencional sem revolvimento do solo
Observações feitas durante o diagnóstico:
| Propriedade | Observação |
|---|---|
| São José do Alto da Cruz | Pasto em formação pois ainda tem muito local que a pastagem não cresce, plantio de árvores isoladas |
| São José do Alto da Cruz | Braquiaria passando do ponto, pois está com poucos animais. Planta nabo forrageiro como espécie de inverno. |
| São José do Alto da Cruz | Era capineira em 2022, área com solo exposto em algumas partes, plantio de guandu e braquiaria MG4 onde tem solo exposto. |
| Lano Alto | Pasto em início de formação vai plantar panicum zuri. |
| Lano Alto | Margaridao sem consumo pelos animais, tem intenção de formar pastagem com herbicida e semente. |
| Lano Alto | Linha silvopastoril faz divisa com uma área extensiva que faz divisa com APP, e outro lado é a pastagens piqueteada e área de lazer. |
| Boa Vista | Área com pouca pastagem parte por ser muito sombreada. |
| Boa Vista | Linha silvopastoril no corredor principal das vacas para a sala de ordenha. |
| Boa Vista | Próximo a capineira. Sugeriu duas curvas em nível com eucalipto e amora. |
| Juçara | Retirando o eucalipto para venda para tora. |
| Juçara | Presença de macela e samambaia. |
Resultados
- O diagnóstico de cada uma das áreas será descrito na introdução dos planos de restauração, para que o planejamento esteja melhor alinhado com a realidade.
- Para melhor compreensão das pastagens manejadas pelos agricultores é necessário construir outro processo.